sexta-feira, 1 de abril de 2011

Odontologia Legal



Área da odontologia que trata da tanatologia (investigação da identificação humana pós-morte e, no caso, dos problemas médico-legais com ela relacionados), a infortunística (ramo da medicina e do direito que estuda os acidentes do trabalhos e suas conseqüências) e a deontologia (o estudo dos princípios, fundamentos e sistemas de moral) em todos os seus aspectos, incluindo a ética.


A identificação humana pós-morte é uma das grandes áreas de estudo e pesquisa da Medicina e Odontologia Legal, pois as duas ciências trabalham com o mesmo material, ou seja, o corpo humano, em vários estados do pós-morte (esquartejado, dilacerado, carbonizado, macerado, putrefeito, em esqueletização e esqueletizado), sempre com o mesmo objetivo, ou seja, estabelecer a identidade humana.
O Odontolegista atua em todos os níveis periciais, e como tal, pode ser nomeado pelo Juiz para atuar em perícias criminais e civis, além de poder ser nomeado como assistente do réu ou da vítima.
A ciência avançou, a Odontologia Legal avançou

As técnicas de DNA abriram uma grande perspectiva para o dentista, porque até mesmo naqueles casos onde o vestígio humano é ínfimo, ele tende ser sempre ou quase sempre os dentes, pois eles são as peças mais resistentes do corpo humano. Sabemos que dentes resistem muito mais que outro tecido à degradação pós-morte e às variações de temperatura e pressão. Então, o dentista é constantemente chamado porque além da tradicional identificação de arcadas, que é rápida, simples e barata, ele tem a possibilidade de executar a identificação por meio dos exames de DNA das peças mais resistentes do organismo, os dentes.

A chegada do DNA na investigação em Odontologia Legal

Vimos por esses casos realmente históricos e em milhares de outros eventos (guerras, acidentes aéreos, incêndios, assassinatos acompanhados pela imprensa) que "análises odontológicas foram um determinante seguro na procura por identificação de restos humanos específicos nos últimos séculos. No final dos anos 80 - do século 20 - apareceu uma notável tecnologia que integra um fato curioso sobre o gênero humano, esmalte e odontologia legal, diz o dr. Harold Slavkin, do National Institute of Dental Research (NIDR), em Bethseda, Maryland, EUA.
Não somente as formas, contornos e tamanhos dos dentes humanos indicam o sexo biológico, avanços científicos recentes patrocinados pelo NIDR mostram que a mais importante proteína encontrada no esmalte humano - amelogenina - tem uma 'assinatura' diferente (ou tamanho e padrão da seqüência de nucleotídeos) no esmalte de homens e mulheres. A diferença no tamanho e padrão desse dois genes é bastante suficiente para ser usada como um determinante eficiente de sexo em amostras muito pequenas de DNA obtidas de esqueletos e restos humanos.
Confiável e barato, o método de identificação dentária permanece como o mais consistente, já nas situações onde registros dentários não são disponíveis as amostras de DNA são a estratégia ideal, o que se vê constantemente em casos de investigações criminais e jurídicas.
No passado, confiamos em impressões digitais, métodos odontológicos, radiológicos e patológicos para identificação, agora, em adição a esses métodos, as ferramentas da biologia molecular estão sendo usados com uma freqüência cada vez maior, e a identificação vem sendo baseada em tipificação de DNA, uma nova abordagem para a busca da identidade.
 

quarta-feira, 30 de março de 2011

Amamentação e a Odontologia



Amamentação educa o bebê para o futuro

A mamadeira costuma tornar-se uma companheira para a criança ao longo de anos, acaba ficando preguiçoso habituando-a a uma dieta mole, fácil e adocicada, isso aumenta os riscos de cáries (cárie de mamadeira); a criança tende a começar a recusar alimentos que precisem de maiores esforços como a mastigação e a sucção. Depois da amamentação, a mastigação correta continuará a tarefa de exercitar ossos e músculos bucais. Compreenda que a amamentação prepara a criança para iniciar um longo processo de mastigação. Muitas mães reclamam que seus filhos, já crescidos, que não mastigam corretamente e recusam verduras e frutas, apreciando apenas doces e iogurtes. Geralmente isso acontece porque algumas mães (em um ato de querer facilitar os esforços do bebê) os habituaram a não praticar os exercícios bucais, naturalmente exercidos durante a amamentação. Este ato de preservar o bebê pode trazer conseqüências ainda mais serias. Em um futuro próximo o uso precoce e prolongado da mamadeira poderá refletir na mastigação incorreta podendo levar também a problemas de obesidade e de estômago.Evitando hábitos Prejudiciais Atrelada à mamadeira, vem a chupeta, que também é usada normalmente por muito tempo, e o hábito de chupar o dedo, afetando o posicionamento dos dentes e trazendo também conseqüências danosas à fala e à respiração. Abandonando a mamadeira a partir dos quatro meses , quando a mãe lentamente começar a introduzir outros alimentos (desmame), deverá fazê-lo usando apenas copos e colheres, evitando o uso de mamadeira ou “chuquinha”.

 Prevenindo a Cárie


Mesmo sem dentinhos, a gengiva precisa ser bem cuidada. Após cada mamada, limpe bem a gengiva do bebê para evitar que bactérias se proliferem na região. Use uma gaze, uma fralda limpa ou uma dedeira especial. Cuidado com os cremes dentais.  A cárie é uma doença transmissível, por isso, beijar a boca do bebê, assoprar o alimento dele e usar os mesmos copos e talheres pode transmitir a cárie para a criança. A primeira visita ao dentista deve acontecer por volta dos seis meses de idade, quando os primeiros dentinhos começam a aparecer. É possível que cáries já tenham se desenvolvido, por isso, não hesite em levar logo o seu bebê para a cadeira do dentista! A Amamentação tem sido incentivada por ser o leite materno não só o alimento mais completo e digestivo para crianças de até um ano de idade, como também por ter ação imunizante, protegendo-as de diversas doenças.



A primeira consulta odontológica de uma criança deveria ser antes do nascimento de seu primeiro dentinho; nesse primeiro encontro, o odontopediatra orientaria a respeito da higienização, dieta e como proceder quando os dentes começarem a irromper e a incomodar o bebê. Entre outras coisas, aconselharia, os pais a acostumarem-se a levar seus bebês ao dentista, assim com os levam ao pediatra, no sentido de se poder acompanhar de perto o desenvolvimento destes na tentativa da erradicação da doença cárie.